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METAPELHO REDUX

Metapelho Redux é um podcast de 2020 que pode ser ouvido aqui .

Parte do material recolhido da performance original Metapelho, de 2008 e que teve lugar na Avenida da Liberdade, 211 (ver)

É uma reflexão sobre a inter-dependência dos discursos na arte e consequente legitimação de qualquer obra/acção por intermédio de um discurso de carácter mais, ou, menos institucionalizante. Este fluxo de matérias e assuntos em constante circulação obedece a uma trajetória local e temporal aparentemente definidas.

Os discursos são, assim, omnipresentes e por isso produzidos pelos diversos actores da sua instituição (artistas, comissários, críticos, instituições, museus, academias), apresentando diversas funcionalidades (desencriptação, contextualização, hermetismo, historicismo, informação) e surgindo através de vários formatos (material impresso, literatura, online, conferência, discurso em directo, discurso indirecto).
Se a obra existiu no mesmo tempo que os seus discursos correspondentes, ambos, na verdade, não partilham “materialmente” o mesmo espaço na história.

Revisitar esta peça, hoje, não significa voltar atrás. Significa reconhecer a sua actualidade, interpolar/interromper o seu estatuto de coisa estabilizada, tornando-a de novo presente e ao fazer isto, abrir a possibilidade de contaminar o seu tempo histórico. Evocar essa qualidade de ser contemporâneo de que fala Agamben, e avançar com a possibilidade de ir reescrevendo a história, a partir daqui.

Os produtores de discurso/oradores que compuseram o nosso cartaz de
2008: Gonçalo Pena; José de Miranda Justo; Filipa Oliveira; Miguel Borges; António Sousa;
D. Sebastião; Pedro Oliveira; Jorge Martins Rosa; Pedro Proença.

Metapelho Redux, 2020
Podcast para Dito e Feito – espaço/curadoria de Ana Bigotte – Teatro do Bairro Alto

EN

Metapelho Redux is a 2020 podcast that can be listened here

Part of the material collected from the original performance Metapelho, from 2008, which took place at Avenida da Liberdade, 211 – see

It is a reflection on the interdependence of discourses in art and the consequent legitimation of any work/action through a discourse of a more, or less institutionalizing character. This flow of materials and subjects in constant circulation follows an apparently defined local and temporal trajectory.

Discourses are, therefore, ubiquitous and therefore produced by the various actors of their institution (artists, commissioners, critics, institutions, museums, academies), presenting various functionalities (decryption, contextualization, hermeticism, historicism, information) and arising through various formats (print, literature, online, conference, live speech, indirect speech).
If the work existed at the same time as its corresponding discourses, both, in fact, do not “materially” share the same space in history.
Revisiting this piece today does not mean going back. It means recognizing its actuality, interpolating/interrupting its status as a stabilized thing, making it present again and, in doing this, opening up the possibility of contaminating its historical time. Evoking this quality of being contemporary that Agamben speaks about, and moving forward with the possibility of rewriting history from here.

The speech producers/speakers who made up our poster for
2008: Gonçalo Pena; José de Miranda Justo; Filipa Oliveira; Miguel Borges; António Sousa;
D. Sebastian; Pedro Oliveira; Jorge Martins Rosa; Pedro Proença.

Redux Metapelho, 2020
Podcast for Dito e Feito – space/curated by Ana Bigotte – Teatro do Bairro Alto