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Casa

The CASA project has come a long way.

As part of a fictitious/phantom curator project (Pizz Buin Invites, 2005), the CASA project ended up being materialized in its entirety on the occasion of the EDP Novos Artistas 2007 Award, in Porto.

The Project consisted in the possibility of building a domestic, habitable exhibition space (a house) with replicas of works of art (once it was impossible to request the original works), the purpose of this project would be to inhabit/live indefinitely in the space.

During two years the pieces were researched, discussed and produced (approx. 300, not counting performances). The process involved an exhaustive investigation of each piece, its context, relationships, history/path, authors and materials.
Replies were often interpretations, making each case a different case.

The statement intentionally brought conceptual movements around history, image, the public-artist relationship with the work and space in which it is inserted, and finally the inversion of the ready-made logic, while opening new ambiguities and unproblematic foreseen (the dimensions and boundaries of citation, appropriation and reference in contemporary times, the legitimacy of the replica/copy, the possibility of a true experience…). Due to its specificities, which aim to combat the dead space and artistic object, the CASA project is a proposal that continues to be worked on.

The CASA space was divided into 3 bedrooms, a living room, two hallways, a kitchen, a bathroom, a pantry and a patio. During the period of exhibition of the piece, the four elements of the collective inhabited the CASA.
The experience constituted, in addition to the domestic use of the space, the appropriation of actions, performances and videos that followed a specific schedule. Some of these actions were open to the general public.

In 2008, the project was part of the PCR, Pedro Cabrita Reis collection, and is now part of the Museum of Art, Architecture and Technology (MAAT).


PT

O projecto CASA verificou-se um longo percurso.
Inserido num projecto de comissariado fictício/fantasma (Pizz Buin Convida, 2005), o projecto CASA acabou por ser materializado na sua totalidade pela ocasião do Prémio EDP Novos Artistas 2007, no Porto.

O Projecto consistia na possibilidade de construir um espaço de exposição doméstico, habitável (uma casa) com réplicas de obras de arte (uma vez verificando-se a impossibilidade de requisitar as obras originais), a finalidade deste empreendimento seria habitar/viver indefinidamente no espaço.
Durante dois anos foram pesquisadas, discutidas e produzidas as peças (aprox. 300, não contabilizando performances). O processo implicou uma investigação exaustiva de cada peça, o seu contexto, relações, história/percurso, autores e materiais.

As réplicas foram muitas vezes interpretações, fazendo com que cada caso fosse um caso diferente.

O enunciado trouxe intencionalmente movimentações conceptuais em torno da história, da imagem, da relação público-artista com a obra e espaço em que está inserida, e enfim a inversão da lógica de ready-made, ao mesmo tempo que abriu novas ambiguidades e problemáticas não previstas (as dimensões e fronteiras da citação, da apropriação e da referência na contemporaneadade, a legitimidade da réplica/cópia, a possibilidade de uma verdadeira vivência…). Devido ás suas especificidades, que visam combater o espaço e objecto artístico morto, o projecto CASA é uma proposta que continua a ser trabalhada.

O espaço da CASA dividiu-se entre 3 quartos, uma sala, dois corredores, uma cozinha, uma casa de banho, uma dispensa e um pátio. Durante o período da exposição da peça, os quatro elementos do colectivo habitaram a CASA.
A vivência constituiu para além da utilização doméstica do espaço, a apropriação de acções, performances e vídeos que obedeceram a uma calendarização específica. Algumas destas acções foram abertas ao público geral.

O projecto integrou em 2008 a colecção PCR, Pedro Cabrita Reis, fazendo agora parte do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT).

Casa – Vivência