Metapelho

Metapelho was presented in two moments in Lisbon in 2008.
The project pursues a reflection on the inter-dependence of the discourses in the form of subject in art and the consequent legitimation of any Art piece/action through a, more or less, institutionalizing discourse. This flow of subject-matter in constant circulation obeys to a local and temporal trajectory, apparently circumscribed.

Discourses are, thus, ubiquitous and therefore produced by the diverse actors of its institution (artists, commissaries, critics, institutions, museums, and academies), presenting distinct functions (decryption, contextualization, hermetic, historicism and information) and arising/appearing through several mediums/formats: Printed material, literature, conference, direct speech, and indirect speech….

If the artwork coexists with the correspondent discourses/speeches, both, in fact, don’t share “materially” the same physical space (exhibitions, collections, conferences, press, literature, catalogues). Still, the speech and the artwork have different assimilation times.

MOMENTO 1 (1st Moment)
Cacophony

At the first moment, the situation of live-discourse, the here and now, is explored: nine contemporary speech producers, in nine different rooms, simultaneously present separate speeches about the art work happening at that precise moment: Live art. At the same time, each room has a different catering, providing a motive for the public to circulate.

The Vernissage is the appropriated object. The space/time existing between the work of art and the public during the vernissage is taken as direct-happening congregating/gathering the physical space of the action and in it, the catering, the public circulating and communicating, the speakers of the live produced and amplified speeches. This situation lingered for approx. one hour.

MOMENTO II (2nd moment)
Lethargy

At the second moment, the deferred speech, the exhibition time stretches out for three days. Throughout the rooms, piles of paper sheets lie down, whose contents are made from cut-ups and speech transcriptions referring to the common art pamphlet.

Metapelho foi apresentado em dois momentos na Avenida da Liberdade nº211 em 2008.
O projecto segue uma reflexão sobre a inter-dependência dos discursos na arte e consequente legitimação de qualquer obra/acção por intermédio de um discurso de caracter mais, ou, menos institucionalizante. Este fluxo de matérias e assuntos em constante circulação obedece a uma tragetória local e temporal aparentemente definidas.
Os discursos são, assim, omnipresentes e por isso produzidos pelos diversos actores da sua instituição (artistas, comissários, críticos, instituições, museus, academias), apresentando diversas funcionalidades (desencriptação, contextualização, hermetismo, historicismo, informação) e surgindo através de vários formatos (material impresso, literatura, conferência, discurso em directo, discurso indirecto).
Se a obra existe no mesmo tempo que os seus discursos correspondentes, ambos, na verdade, não partilham “materialmente” o mesmo espaço físico (exposições, acervos, conferências, imprensa, literatura, catálogos). Por outro lado o discurso e a obra têm também tempos diferentes de assimilação.

MOMENTO 1 (A cacófonia)

No primeiro momento, é explorada a situação de discurso em directo, o aqui e agora: nove produtores de discurso contemporâneo, em nove salas diferentes, apresentam em simultâneo distintos discursos sobre a obra que se passa nesse exacto momento: a arte em directo. Ao mesmo tempo cada sala dispõe de um cattering diferente criando um móbil para uma circulação do público.

A vernissage é objecto apropriado. O espaço/tempo que existe entre obra de arte e público durante a vernissage é tomado como acontecimento-directo que reúne o espaço físico da acção, o cattering, o público que circula e comunica, e os oradores dos discursos produzidos em directo. A situação tem a duração aproximada de 1 hora.

MOMENTO II
(A letargia)

O segundo momento, o discurso em diferido, tem a duração de 3 dias, Pelas salas estendem-se amontoados de folhas, cujos conteúdos são construídos a partir de cut-ups e transcrições discursivas que remetem formalmente para a comum folha de sala.

METAPELHO